De acordo com os organizadores, cerca de 700 pessoas estiveram em frente à Assembleia Legislativa para cobrar transparência dos deputados
Por Mario Henrique de Oliveira

Manifestantes exigiram investigação sobre a venda de emendas, mas Conselho de Ética encerrou os trabalhos
A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo recebeu centenas de pessoas que gritavam por um mandato mais transparente de seus deputados, no dia 27/10. Os manifestantes pediam que os parlamentares aprovassem a instalação de uma CPI para investigar a venda de emendas. Para que a CPI seja instaurada era preciso que, pelo menos, 32 deputados assinassem a favor, mas faltaram duas assinaturas.
Após denúncias do deputado Roque Barbieri, do PTB, sobre a venda de emendas parlamentares foram realizadas reuniões do Conselho de Ética na Alesp, que encerrou seus trabalhos um dia antes do ato. A reunião estava marcada para o dia 27, mas o presidente do órgão, Hélio Nishimoto (PSDB), decidiu antecipá-la, o que foi considerado, pela oposição, uma manobra da base governista para encerrar o assunto.
Com o fim da apuração do Conselho, agora, só será enviado para o Ministério Público um relatório com o que foi recolhido, uma espécie de ata das reuniões.
O ato foi encabeçado por diversos movimentos sociais, sindicatos e pelos partidos PSOl, PT, PCdoB e PDT. Eles levaram para a frente da Alesp um carro de som, onde diversos representantes de sindicatos e políticos a favor da CPI puderam discursar.
Assista abaixo o depoimento da deputada do PCdoB Leci Brandão
Assista abaixo a leitura dos nomes dos deputados que votaram a favor contra a criação da CPI das emendas
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